O modelo de Deus!


Artigo escrito por Moysés Malafaia, pastor, que faleceu em 19 de julho de 2007, após um infarto fulminante no Projeto Vida Nova de Irajá – zona norte do Rio de Janeiro. Segundo informações da igreja, ele havia terminado a pregação quando se ajoelhou e caiu.

O pastor Moysés Malafaia, autor de grandes composições como “Glorifica”, liderava o Projeto Vida Nova nos Estados Unidos – em Newark (Nova Jérsei) e em Nova York – ao lado da esposa, Gersonita.

“…para que faças conforme ao seu modelo” (Êx. 25.40)

Sempre que Deus nos envia para realizar algum serviço, Ele nos dá um modelo para seguirmos. O exemplo mais claro disso foi a estrutura do Tabernáculo em que o Senhor diz a Moisés, em Êxodo 25.40: “Atentai pois para que faças conforme ao seu modelo, que foi mostrado no monte.”

Deus tem um modelo para cumprirmos. Cabe a nós ouvir a voz do Seu coração e colocá-lo em prática. É importante dizer que Ele não abaixará o padrão para facilitar a sua execução, temos que atingir o Seu padrão e concretizar conforme o Seu modelo. Atentemos para isso, pois sempre teremos um modelo a seguir e a Palavra nos mostra pelo menos duas conseqüências claras da nossa obediência. Em Êxodo 39.42-43, vemos que “tudo segundo o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra. Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito segundo o Senhor havia ordenado; assim a fizeram, e Moisés os abençoou.”A primeira conseqüência é a bênção do Senhor. Moisés era o representante legítimo de Deus, assim sendo, quando ele abençoou, Deus também abençoou. A bênção de Deus é fruto de obediência, isto pode ser visto também em Deuteronômio 28.2: “Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos.”

É importante perceber que Moisés só abençoou depois de tudo ter sido feito conforme o modelo de Deus e tudo, é tudo, não existe concessões, não existe adaptações, temos que fazer o que está no coração de Deus. Com certeza, se Moisés utilizasse toda a sua formação adquirida no Egito, o tabernáculo poderia ter até algumas coisas mais “extraordinárias”, pois como sabemos, ele possuía um grande conhecimento na área de engenharia e arquitetura. O Egito era a super potência da época. Mas Deus não precisava da capacidade de Moisés, somente de sua disponibilidade e, com certeza, ele teve que abrir mão da sua capacidade para fazer conforme o Senhor queria, sem misturas, sem influências, somente o que Deus queria.

Temos que dizer, conforme o apóstolo Paulo disse, em II Co 3.5-6: “Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de
uma nova aliança…”

A outra conseqüência está registrada em Êxodo 40.34: “Então, cobriu a tenda da congregação, e a Glória do Senhor encheu o Tabernáculo.” Quando cumprimos o modelo do Senhor na nossa vida e no nosso ministério, além da bênção, a Glória de Deus se manifesta poderosamente.

Muitos querem a Glória de Deus, ou pelo menos os Seus benefícios, mas não cumprem a Sua vontade ou a cumprem parcialmente. Sem cumprir integralmente, sem fazer todo o modelo, é impossível que a Sua Glória se manifeste.

Muitas pessoas me perguntam acerca da Glória de Deus, da Unção do Senhor manifestada durante as ministrações do louvor congregacional, e algumas se frustram com a resposta, pois é sempre a mesma: obediência, fazer conforme o modelo de Deus.

Qual seria o modelo de Deus para a área da música? Em termos de vida cristã, o padrão de Deus para o homem é somente um: “Jesus Cristo”. Esse foi e sempre será o desejo Dele: ter uma família onde todos sejam semelhantes ao Primogênito de todas as coisas. Romanos 8.29 diz: “… também nos predestinou para sermos conforme a imagem do seu filho a fim de que Ele seja o primogênito dentre muitos irmãos”, porém, mais uma vez lembro: Deus não abaixará o Seu padrão, independente da área analisada.

No entanto, é sabido que Jesus realizou na terra diversos ministérios e que servem de modelo para quem queira atuar em qualquer um deles, porém Jesus não foi músico e não trabalhou nesta área. Na Bíblia não existe, por exemplo, nada específico sobre o modo de agir na ministração e direção da música na casa de Deus. Verifica-se no entanto, mediante leitura sobre o assunto, que o que existe são opiniões de pessoas entendidas na área, que dão seu parecer baseados em experiências pessoais.

Comenta-se sobre se os músicos devem se mover muito ou pouco durante a execução do cântico, a intensidade dos instrumentos, o fato de o dirigente chamar a atenção para si nas ministrações, cânticos de júbilo antes ou depois de cânticos de “adoração” e as privações quanto às “viradas” executadas pela bateria. Sou de parecer que temos que ser fiéis ao que recebemos de Deus, mesmo se houver divergências entre esse ou aquele modo de ministrar, o importante é que sejamos fiéis ao que o Espírito Santo nos disser e temos a liberdade de fluir segundo a Sua direção. Algumas regras divulgadas são boas, todavia, melhor é ser dirigido pelo Espírito Santo, passo a passo. “O vento sopra aonde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” João 3.8. Mas, a pergunta continua: qual seria o modelo, então?

A Palavra de Deus faz menção em Atos dos Apóstolos 15.16,17: “Depois disto voltarei e reedificarei o Tabernáculo de Davi, que está caído; reedificarei suas ruínas, e tornarei a levantá-lo, para que o resto dos homens busque ao Senhor, sim, todos os gentios sobre os quais é invocado meu Nome.” Este texto na realidade, é o esclarecimento de uma profecia registrada no livro de Amós 9.11,12: “Naquele dia, levantarei o Tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antigüidade; para que possuam o restante de Edon e todas as nações que são chamadas pelo meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas” , o qual tratava da restauração do Israel espiritual. Este é o “gancho” que encontramos e que aponta para uma fase ocorrida no Velho Testamento, mas que possui o cheiro de Nova Aliança.

O modelo que estávamos procurando, está contido no período áureo do reinado de Davi e funcionou por aproximadamente 40 anos. Hoje em dia nossas estruturas musicais têm muito a ver com aquela época como cumprimento da promessa de restauração. É interessante dizer que nenhuma outra época durante o período do Velho Testamento foi mencionada no Novo Testamento com essa promessa de restauração.

O Tabernáculo de Davi traz uma revolução musical no louvor e adoração na Casa de Deus. Foi, sem dúvida, o grande período de Israel no Velho Testamento, pois se assim não fosse, com certeza Deus não prometeria restaurá-lo.

A partir daquela época a música começou a fazer parte do culto ao nosso Deus; Davi instituiu os cânticos na adoração – que grande revelação! Porque durante o funcionamento do Tabernáculo de Moisés, a música, o cântico, os instrumentos não faziam parte da adoração, não faziam parte do culto.

Verifica-se na passagem de Atos que, além do modelo, é também revelada a grande finalidade dessa restauração “para que o resto dos homens busque ao Senhor.” Aqui podemos fazer uma reflexão: Será que podemos levar os homens a buscar ao Senhor se nós mesmos não O buscarmos? O Ministério de Música tem uma tremenda responsabilidade de levar os homens a sentirem mais fome e sede de conhecer o Senhor, mas só pode mostrar e ensinar o caminho a alguém se já o conhece. Só podemos levar alguém a adorar ao Senhor se a nossa vida reflete essa adoração pois, com certeza, não serão apenas as nossas palavras que vão levar outras pessoas a adorarem ao Senhor, mas sim, as nossas vidas (existe um dito militar que reforça muito bem esta verdade:”A palavra convence, mas o exemplo arrasta”). Descoberto o modelo e sua finalidade temos pois que atentar para fazer conforme o que nos foi mostrado.

A passagem bíblica que muito nos revela sobre a essência deste modelo é a que está registrada em ICro 25.1,6-8. Aqui estão contidos vários princípios que procuro ardentemente cumprir e transmitir, e que são fundamentais para o êxito do Ministério de Música em nossa Igreja.

A Palavra diz: “Também Davi, juntamente com os capitães do exército, separou para o serviço alguns dos filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com alaúdes e com címbalos. Este foi o número dos homens aptos que fizeram a obra segundo o seu serviço… Todos estes estavam sob a direção de seus pais para a música na casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas, para o serviço da casa de Deus. E Asafe, Jedutum e Hemã, estavam sob às ordens do Rei.

Era o número deles, juntamente com seus irmãos, instruídos em cantar ao Senhor, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito pessoas. E determinaram seus cargos por sorte, todos igualmente tanto pequeno como grande, assim o mestre como o discípulo.” (VRC).

Estes princípios são retirados do texto acima baseados nas palavras nele contidas e que são os seguintes:
(1)  “…, separou…” – SEPARAÇÃO
(2)  “…, para o serviço…” – MINISTÉRIO
(3)  “…, filhos de…” – FAMÍLIA
(4)  “…, para profetizarem…” – PROFÉTICO
(5)  “…, homens aptos…” – APTIDÃO
(6)  “…, sob a …” – SUBMISSÃO
(7)  “…, para a música…” – MÚSICA
(8)  “…, instruídos em cantar ao Senhor…” – INSTRUÇÃO
(9)  “…, todos eles mestres…” – APERFEIÇOAMENTO
(10) “…, todos igualmente…” – UNIDADE
(11) “…, assim o mestre…” – ENSINO
(12) “…, como o discípulo…” – DISCIPULADO

São doze princípios e, quando revelados, transformam-se em uma fonte geradora de vida necessária àqueles que foram e outros que ainda serão chamados a pôr a mão no arado nesta terra chamada “música do céu a serviço de Deus.”

Dos doze, três mostram a finalidade do ministério: “para o serviço”; “para profetizarem” e “para a música”. Os outros nove princípios caracterizam o ambiente propício e a preparação necessária para se cumprir os objetivos no Ministério de Música da igreja. “Atenta pois para que faças conforme ao seu modelo” , diz o Senhor.

Pr. Moysés Malafaia
Fonte: Projeto On line

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Uma resposta para “O modelo de Deus!

  1. Exelente esta página concordo com k nosso inesquecivél Pr. nos deixou,e assim mesmo somente Deus sabe o memento certo para encontrar-mos com ele.Estamos neste mundo apenas para cumprir a nós incumbida anunciar o verdeiro evangelio de Cristo.Fiquem na Paz
    IEQ.BARBOSA LAGE JUIZ DE FORA -MG

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