Um em cada 10 jovens já publicou fotos sensuais na internet


Um em cada 10 jovens já enviou ou publicou fotos íntimas ou sensuais na internet, segundo uma pesquisa realizada pela associação Safernet Brasil, concluída em fevereiro.

A pesquisa ouviu 2.159 estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país, e mostrou que 11% dos estudantes entre cinco e 18 anos utilizam internet ou celular para compartilhar imagens íntimas.

Perigo
O especialista em Tecnologia da Informação Gilberto Sudré alerta para os perigos dessa atitude. “Muitas vezes, crianças e adolescentes não percebem que o conteúdo disponibilizado na internet pode ser acessado por milhares de pessoas, em todo o mundo. E quem acessar essas imagens e informações pode também manipular o que está divulgado”, afirma Sudré.

Quem acha que o fato de compartilhar fotos e informações pessoais só com amigos garante a segurança está enganado. “As fotos podem ser baixadas, divulgadas pelos amigos para pessoas que você não conhece”, explica o especialista em Tecnologia da Informação.

Ele orienta crianças e adolescentes a só utilizarem sites de relacionamento com a supervisão dos pais. E, aos pais, a deixar claro para os filhos os riscos de compartilhar fotos e informações pela internet.

“Não publique fotos e informações que indiquem grau de parentesco, hábitos comuns, locais e horários de programações que você participa. Quanto menor a quantidade de informações pessoais na rede, melhor”, afirma o especialista em TI.Crime
Já o delegado do Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (Nurecel), Rafael da Rocha Corrêa, informa que o mau uso de nomes e perfis e a publicação de fotos sensuais é crime.

“Atualmente, temos cinco casos em investigação no Nurecel de pessoas que reclamam que seu nome ou perfil foi utilizado sem autorização”, afirma o delegado. ( Com informações de Amanda Monteiro)

Acessos à web são monitorados pela mãe
A estudante Luiza Marques Paternine, de 11 anos, confessa que é adepta dos sites de relacionamento na internet. Ela conta que tem blog, Orkut, Twitter, MSN, entre outros. No entanto, é sempre vigiada de bem perto pela mãe, a advogada Carla Marques Paternine. Carla diz que a supervisão aos sites que a filha acessa é necessária para evitar dor de cabeça futuramente. Por isso, a advogada está sempre atenta ao que a filha faz quando está navegando nas páginas da web. “Tenho as senhas dela, supervisiono tudo, todos os dias. E só deixo publicar fotos comportadas e discretas”, afirma Carla. Luiza, inclusive, não acha ruim a vigilância. Pelo contrário, acredita que a atitude da mãe ensina a diferenciar o que é certo e o que é errado.

Fonte: Gazeta Online

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