Crianças em risco: Obesidade infantil


A obesidade infantil quadruplicou nos últimos 40 anos, o que significa que as crianças de hoje se tornaram a primeira geração a ter uma expectativa de vida menor do que a de seus pais, devido ao risco de doenças, principalmente as cardiovasculares, que correm.

Mais de 60% das crianças com excesso de peso têm um fator de risco para doenças cardiovasculares e 20% apresentam dois ou mais fatores de risco.

No entanto, os pais podem contribuir para impedir esse risco ajudando seus filhos a comer melhor e a praticar exercícios, segundo Edward Abramson, autor de “Inteligência Corporal” e “Alimentação Emocional” e professor emérito da Universidade Estadual da Califórnia.

Para Abramson, os maus hábitos alimentares podem começar com a “alimentação emocional”, ou comer quando não tem fome ou, ainda, seguir uma dieta restritiva. “Isso pode levar a problemas de peso ou desordem alimentar. As atitudes e comportamentos dos pais também influenciam os hábitos alimentares das crianças, e as mães têm maior influência sobre esses hábitos e a imagem corporal dos filhos do que os pais”, afirma Abramson.

Muitos fatores contribuem para essa influência da mãe. Se ela mesma está lutando para emagrecer, torna-se mais preocupada do que o pai em relação ao peso dos filhos, especialmente se for menina, e é mais provável que restrinja alimentos em casa.

Crianças pequenas são predispostas a gostar de comidas doces e salgadas e a recusar sabores ácidos, amargos ou diferentes dos que estão familiarizadas. Os pais podem incentivar a criança a provar diferentes gostos de alimentos mostrando que eles mesmos apreciam essas comidas e fazendo com que os filhos participem do preparo delas.

Para crianças resistentes a provar novos alimentos, os pais precisam repetir a oferta do alimento várias vezes – dez ou mais – sem, contudo, criar uma briga quando o filho se recusa a comer.

AUTO-ESTIMA

Pesquisas mostram que a maioria das crianças pequenas gosta de seus corpos. Porém, na pré-adolescência, muitas começam a sofrer por causa de uma imagem corporal distorcida. “Entre as meninas, 30% das que estão com nove anos, 55% das com dez anos e 65% das com 11 anos se acham gordas”, diz Abramson.

Ele afirma que os pais podem ajudar os filhos a ter uma imagem corporal saudável. Para Abramson, os pais precisam entender como se sentem em relação ao corpo dos filhos e como isso influencia seus comportamentos.

O especialista recomenda que os pais deixem as crianças pequenas escolherem o que querem vestir, conversem com os pré-adolescentes sobre as mudanças corporais que ocorrem na puberdade e encorajem os filhos a se relacionar com crianças que não têm preocupações excessivas com a aparência.

Abramson lembra que a atividade física ajuda a prevenir a obesidade mesmo quando há uma tendência genética para engordar. Pesquisas mostram que, entre os quatro e os sete anos, filhos de pais que praticam atividade física têm seis vezes mais chances de serem ativos. Os exercícios praticados na escola também diminuem o risco de obesidade, enquanto o aumento de atividades sedentárias, como ver TV, aumenta esse risco.

Iara Biderman
Crianças em risco – 11/8/09
Fonte: Terra

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