Caxias cancela parada gay e prefeito é perseguido


Ministro defendendo a Parada GayA Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, não autorizou a realização de uma parada gay no município neste domingo (11), gerando protestos não só do público em geral como também do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (foto), que veio ao Rio para participar do evento.

O ministro afirmou que já participou de três eventos semelhantes em Caxias e que não teria havido nenhum incidente. Segundo ele, uma lei, de 2000, prevê que nenhum estabelecimento ou ente público pode discriminar pessoas em razão de sua orientação sexual.

Soube que nos próximos dias vai haver uma manifestação evangélica aqui. Se ficar caracterizado que a prefeitura está tratando diferentemente essas entidades ele pode ser enquadrado nessa lei”, afirmou o ministro.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a parada gay não foi autorizada este ano porque, nos anos anteriores, o evento teria causado muitos problemas na região.

Em resposta à proibição, milhares de pessoas estão reunidas nesta tarde na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, no centro de Caxias, onde ocorreria o evento. Eles planejam fazer uma passeata ainda nesta tarde contra a proibição. Guardas municipais e policiais militares estão no local.

Cancelamento

Parada Gay em Caxias/RJA parada estava programada para começar por volta das 14h deste domingo. Segundo Cláudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, por três horas ele tentou negociar com as autoridades, sugerindo, por exemplo, diminuir o número de carros de som. Até as 17h20, no entanto, o evento continuava sem autorização.

Isso me dá uma tristeza imensa”, disse Nascimento, ao subir em um carro de som para avisar que a parada não seria realizada.

Segundo os organizadores, a parada gay de Duque de Caxias é a segunda maior do estado – a primeira é a do Rio, realizada em Copacabana, na Zona Sul da cidade. No próximo domingo (18) uma outra parada gay está programada para ocorrer em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense.

Ativistas gays vão à Justiça

a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos informou nesta terça (13) que vai recorrer a Justiça contra a decisão do prefeito do município, José Camilo Zito.

A atitude tomada pela prefeitura foi truculenta e homofóbica. A proibição remota aos tempos medievais. Precisamos reconhecer que podemos conviver mesmo tendo opções diferentes”, afirmou o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos (órgão ligado à Secretaria), Claudio Nascimento.

A decisão de entrar na Justiça foi tomada quando a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos foi procurada por alguns ativistas solicitando providencias em relação ao ocorrido.

De acordo com Claudio, os organizadores do evento estudam a possibilidade de remarcar a parada para o dia 15 de novembro. “Queremos diálogo com a prefeitura. É ruim permanecer nessa queda de braço. Lutamos pelos direitos de liberdade de expressão, e a parada traduz isso”, disse.

OAB manifestou repúdio à proibição

Em nota oficial divulgada nesta terça-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou repúdio à proibição da parada gay e informou que, caso seja solicitada, poderá prestar assistência jurídica aos organizadores do evento.

A presidente de Direitos Humanos da OAB/RJ, Margarida Pressburger, afirmou que a parada gay se tornou uma manifestação tradicional contra o preconceito.

Fonte: G1

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