O sucesso nem sempre é o padrão de Deus!


Em nosso empenho para sermos agradáveis a Deus, uma coisa precisa ficar muito clara: a medida de julgamento para nossas obras não é o sucesso. Deixe-me repetir isso. O que con­firma ou não a satisfação de Deus com o que estamos fazendo não é se muitas pessoas estão comparecendo aos nossos encon­tros. Não é o quão popular nós e nossa mensagem nos tornamos.

Não é o fato de muitos na comunidade cristã estarem aplaudin­do e admirando nosso trabalho. Não é porque nosso trabalho está crescendo e se espalhando de tal maneira que a nação inteira, ou mesmo o mundo todo, está ouvindo falar de nós. Honestamente, até mesmo um vírus pode se espalhar rapida­mente e se tornar mundialmente famoso.

Hoje em dia, parece haver um critério que as pessoas admi­ram. Quando outras pessoas olham para nosso trabalho, nor­malmente estão tentando ver uma coisa. Eles querem ver se somos bem sucedidos ou não. O padrão do mundo é este, nor­malmente: “Há um sucesso visível? A obra está se expandindo? Há alguma evidência concreta de êxito?” Se houver, nossa obra é admirada e aprovada. Se não houver, então o que estamos fazendo é negligenciado ou mesmo desprezado. Este é o padrão do mundo.

Mas o padrão de Deus é completamente diferente. Seu padrão é a obediência. Sua aprovação ocorre se estamos trabalhando de acordo com os Seus planos ou não. O que fazemos em obediência a Ele pode parecer um sucesso aos olhos humanos, entretanto, também é possível que não pareça. Os caminhos de Deus freqüentemente são misteriosos. Ele não usa os meios e os métodos do mundo. Sua sabedoria é algo que o mundo e as pes­soas que vivem nele não conseguem compreender (1 Co 1:18-25). Muitas vezes Suas obras são ocultas, pequenas e inespe­radas. Entretanto, com o passar do tempo, elas produzem os resultados mais excelentes.

Para esclarecer um pouco este ponto, vamos dar uma olha­da em alguns dos homens de Deus que foram poderosamente usados por Ele, mas ainda assim foram desprezados e rejeitados. Eles eram bem sucedidos aos olhos de Deus, mas desconsidera­dos pelo mundo, e alguns, até mesmo pelas comunidades reli­giosas de seus dias.

Noé era obediente, mas certamente não era popular. Eu imagino que a maioria das pessoas o considerava louco. Lá esta­va ele construindo um imenso barco em terra seca, sem nenhum modo de conseguir levá-lo à água. Não há dúvida de que ele era motivo do riso da vizinhança. Mas ele foi obediente a Deus.

Jeremias foi um profeta ungido e usado por Deus. Dois livros inteiros do Velho Testamento são suas obras e profecias. Cada simples palavra era inspirada e ungida pelo Deus do Universo. Cada profecia que ele falou estava correta e veio (ou ainda virá) se cumprir.

Entretanto, ele não tinha grupos de seguidores. Quase ninguém prestou alguma atenção a ele e nem obedeceu às suas palavras. A nação para a qual ele profetizava nunca se arrepen­deu e eventualmente teve que ser julgada por Deus. Seu “mi­nistério” foi um desastre, do ponto de vista humano. Muitos outros profetas também se encaixam nessa categoria.

Embora possamos imaginar uma situação diferente, Paulo, o apóstolo, também parecia um fracasso no final de seu mini­stério. Ele foi preso, de maneira que “a esfera de seu ministério” encolheu: de um obreiro viajante pelo mundo a alguém que tinha contacto apenas com umas poucas pessoas que o visi­tavam na prisão. Então, todas as igrejas da Ásia, muitas das quais ele havia fundado, o rejeitaram e se desviaram (2 Tm 1:15). Ele aproveitou para escrever e enviar umas poucas cartas da prisão, mas isto certamente não tomava todo o seu tempo. Entretanto, quem poderia ter imaginado o fruto que esse perío­do de sua vida iria produzir?

Jesus, o Filho primogênito de Deus, também foi desprezado e rejeitado pela maioria (Is 53:3). Embora gozasse alguns perí­odos de popularidade, Ele sabia que os homens freqüentemente estavam se congregando com Ele por razões erradas. Quando Ele lhes falava algo mais duro, que exigia um compromisso maior da parte deles, muitos se viravam e O deixavam. No final de Seu ministério terreno, Jesus estava sozinho. No auge de Seu trabalho sobrenatural, todos os Seus seguidores O aban­donaram.

Muito embora hoje se veja a obra de Jesus como um sucesso, já que o Cristianismo se espalhou por todo o globo, se olhásse­mos para as coisas como se estivéssemos lá naquele tempo, Sua obra provavelmente iria parecer falha ou até mesmo um desas­tre. Ele, o líder, foi morto, e todos os Seus seguidores foram dis­persos. O sucesso aparente não é, e nunca poderá ser, a medida de nosso trabalho para Deus.

<continua semana quem vem>

Extraído do livro “Deixe meu povo ir”

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